segunda-feira, 7 de outubro de 2013

2002

Hoje faz onze anos que escrevi meu primeiro poema. Quando comecei, usava palavras com cheiro e sabores: “Rosas”, “vinho”. Falei da Lua, rimei com rua e até uma estrada nua. Era um poema sobre um primeiro e um último beijo de baixo de folhas de Laranjeiras:

“Lá estava ela, na rua.
Estrada nua
Com brilho da Lua
Beijei rosas
Chorei vinho”. 

Não sei o quanto eu “Evolui” nesses onze anos. Mas hoje continuo fazendo meu autorretrato com palavras, pois é a tinta que eu sei usar. Em toda poesia que escrevo tem algo de mim, óbvio, já que escrever, até mesmo para os mais reservados, é uma entrega, não absoluta, do que sentimos, queremos e somos, mesmo quando nem queremos ser ou notamos isso. Não sou um bom pintor de palavras, uso frequentemente a perspectiva errada. Meus traços, por vezes, se repetem.

1 Diga lá::

Vince Vinnus disse...

Dá para ler a evolução natural que vem com o tempo e a prática. O negócio é seguir acertando até onde/quando der. E publique!

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