Faz tanto tempo que não escrevo que, tenho a impressão de estar vivendo fora de ordem. Ontem escrevi um poema estranho, sem coerência ou concordância, minha certeza era que ele só sairia amanhã.
Sem rimas ou palavras cruzadas, sem ser visto ou revisto, escrevi e deixei como saiu:
Batido, rachado, cheio de diferenças formais de regras.
As vezes gostaria de assentar e escrever sem acento.
Às vezes é difícil acertar todo dia.
O menino na padaria pede: “seis pão”, “seis pães”, corrijo mentalmente.
No fim, o peso é o mesmo ao terminar do dia.
No fim, ao terminar o dia de amanhã, voltarei para agora.
Lerei em voz alta a poesia não escrita [ainda], pedirei seus olhos emprestados.
Veja ouça leia:
Às vezes leva crase. Mas quando devo usar?
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Vou nomear minha alma e meu coração, deixarei seus nomes genéricos para os estudos científicos. Pensarei com cuidado em cada letra, vogal e consoante, nos significados filosóficos, etimológicos e neologismológicos.
Quero que, minha Alma (Ainda sem nome) seja mais do que uma expressão subjetiva e torta de minhas poesias.
Quero que meu Coração (ainda assim chamado) tenha personalidade própria, especifica, para que eu possa aprender, ensinar e presentear e que, se houver erro, que seja só meu.
Quero que, minha Alma (Ainda sem nome) seja mais do que uma expressão subjetiva e torta de minhas poesias.
Quero que meu Coração (ainda assim chamado) tenha personalidade própria, especifica, para que eu possa aprender, ensinar e presentear e que, se houver erro, que seja só meu.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Universo
Com o Trem lotado em uma sexta
feira de manhã, a única coisa que lamentei foi estar desconfortável para
continuar minha leitura. Não consegui nem guardar o livro na mochila. Sem meu
entretenimento favorito nas viagens que trilho, resolvi olhar os rostos, notar
as entrelinha dos olhos e os corpos que diziam a mesma coisa que o meu “que
falta de respeito deixar esse trem lotar”. Não sei como processar a CPTM como
alguns advogados, mas sei olhar e ouvir. Gosto das conversas das pessoas quando
falam ao telefone, mais o ato do que o assunto. Sempre que ouço uma conversa de
alguém no celular, me vem o trocadilho patético em mente: “conversa entre
linhas” e completo com o pensamento de que o trem é um universo inteiro, a
parte do mundo e dentro dele. Um
universo que se renova por viagem, uma história e uma vida que se cria. É possível
Amar, como numa vida inteira, o momento passageiro. Ser passageiro é fácil, o
difícil é ser passado.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Acho que Fim e Eternidade não são antagônicos. Creio que fazem parte de uma coisa só. Aliás, essa “coisa só” é a Eternidade e tudo Ela contempla: A Morte, o Amor, o ódio, o Fim. Quantos “etcs” cabem na Eternidade? O que é um Fim comparado a Ela?
Por isso penso que cada ato meu faz parte da Eternidade, de uma Eternidade pessoal. Cada Amor, cada beijo, cada desejo, cada sexo, é uma parte de minha Eternidade que vai morrer comigo. Que me transformou e transforma em algo que chamo de Eu. E esse "Eu", que conheço pouco, é algo que fica.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Lorca e a Senhora
Pelo
que notei ou ando notando (ainda não descobri se conclui minhas
observações ou não) há esperanças e pedidos de Amor, humildade,
compaixão, afeto, tolerância entre outros sentimentos que, como dizem,
fazem falta para a Humanidade, que estamos perdendo nossas
características afetivas de contato. São todos os tipos de escritas
existentes indagando tais sentimentos e afetos, revolucionando com todas
as forças e capacidades literárias que devemos respeitar uns aos
outros. Filosofia, literatura, teorias sobre a complexidade do
pensamento que é gerado com mais de nove meses, anos ou décadas não
coexistem com a realidade, pois nas ruas, nos bares, em esquinas
dobradas de adeus e despedidas mal feitas, existe a filosofia do dar a
rasteira antes que te derrubem.
Depois da introdução reflexiva acima, o desenvolvimento: ontem, ao ler Lorca nos trens de São Paulo somado com uma mulher que reclamava efusivamente de que ninguém se importava com ninguém, que todo ser humano é egoísta, que melhor é nascer como gato. Para depois concluir: “esse monte de bandido aí, tinha que morrer tudo, pelo amor de Deus” enquanto isso o Frederico dizia os meus olhos: “Ai, voz secreta do amor escuro!\Ai, balido sem lãs! Ai, ferida!\Ai, agulha de mel, camélia caída!\Ai, corrente sem mar, cidade sem muro!”
Leitura interrompida pelo pensamento confuso: o Amor nos versos, assassinato do autor, a raiva contra os bandidos, a indignação por ninguém se importar, o que levou aquela senhora a isso? Com quem ela se importa?
Perguntei-me, depois, se há mais Amor nos versos do que nos poetas que os versificam ou diversificam, dependendo muito da variável poeta\poesia\leitor.
E para concluir, um verso que li certa vez em um quarto de hotel: “O mágico queria descobrir o segredo do Amor\Desistiu ao entrar no banco e ser assaltado”
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Sobre a semântica, o tempo e o Amor.
Sou anacrônico na poesia e no
amor, tudo que escrevo tem, direta ou indiretamente, relação com o Tempo, trago
outros tempos à visão deste instante.
O que sou hoje e não serei a
manhã é um mistério indefinido, e eu sou a favor das coisas indefinidas, sou a favor
do Amor e que sua definição nunca chegue a ser encontrada. Amo agora como amei
nos princípios de meus Tempos, porém a semântica agora é outra.
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Não se nomeia Deus,
Não deveriamos nomear o Amor.
Já disseram que nomear é definir e definir é limitar.
Somos limitados pois vivemos de palavras, temos nomes, nomeamos sentimentos e sonhos.
Minha poesia é limitada.
Só posso dizer que eu sinto algo por você, não quero dizer o que é.
Não quero nomear o que sinto, não para que nunca não acabe, mas para que dure.
Deixa esse sentimento aqui por você falar mais alto até quando tiver que dizer.
Porém, se for para acabar que seja: "Eu vou dizer que te amo, para que esse Amor acabe bem devagar"
domingo, 10 de junho de 2012
Tudo que é eterno.
Descobri o problema das coisas Eternas. A Eternidade tem memória curta, coitada, não consegue guardar promessas, desejos, vontades. Esquece-se dos amores, dos sonhos, das amizades. É carente, moça triste, nunca será mulher. É imutável, permanente, nunca é mudança. Não é música.
Tudo que é eterno não vira lembrança. É preciso Amar, sonhar, desejar, ter amizade, sabendo que existe um fim. Melhor que tudo acabe. Porém é importante adiar o fim das boas coisas da vida. É preciso de Amizades e amores por toda a vida em cada instante novas e velhas pessoas, crescendo e mudando, sendo outro, sendo o mesmo.
Viver e não ser eterno. Sentir que nos últimos segundos de vida que o começo, meio e fim é que valeram a pena, pois é preciso este ciclo e nada mais, por que tudo que é eterno, não dura.
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